
segunda-feira, 19 de abril de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
"INVERSÃO HISTÓRICA"

Lidio Lima
Um fenômeno que vem me chamando atenção, não por ser novo, ao contrario, mas pelo fato de ter me dado conta dele só agora, após ter lido alguns artigos, é o da inversão histórica. A inversão histórica é um fenômeno que em maior ou menor grau é usado pelas esquerdas e pelas religiões.
A inversão histórica consiste em inverter o campo temporal, começando pelo fim. Cria-se um futuro hipotético, no qual tudo é perfeito e maravilhoso. A partir daí traça-se planos e metas para chegar a esse futuro de bem aventurança, essa era áurea. Todo aquele que por ações ou palavras impede, na visão dos inventores desse futuro, a humanidade de chegar ou se aproximar mais rapidamente desse éden, terreno ou transmundano, merece ser silenciado ou mesmo destruído. Assim são justificados os expurgos, os genocídios, as forcas, fogueiras e guilhotinas.
Os criadores desta ideia tornam-se então juizes da humanidade, decidindo quem merece viver e agir, por estar de acordo com os ideias que levarão a esse futuro e os que devem ser proscritos e anatemizados por ser contra ou não acreditar nessa visão de mundo. Podem chamar esse futuro de reino dos céus ou de comunismo, que é uma versão do reino do céus na terra, mas no fundo eles são mesma coisa, uma hipótese que pode ser ou não real.
Os “criadores” deste futuro na verdade se vêem como representantes desse tempo vindouro, portanto seus atos só podem ser julgados por essa era que advirá. Logo, nós meros mortais, não podemos julgar seus atos, o que os torna praticamente divinos. Ao menos na sua visão e de seus correligionários ou irmãos de denominação.
As religiões ou denominações quando se legitimam usando a inversão histórica ainda tem seus atos limitados por dogmas, que fora raros casos individuais, são respeitados. No caso das esquerdas não temos esses dogmas para reprimir os desmandos maiores. Logo a tirania toma as rédeas e o povo irá para o paraíso terreno, querendo ou não! No mais das vezes, aqueles que não crêem na possibilidade de um paraíso terreno, são mandados para o paraíso do além.
A inversão histórica não é um mero estratagema teórico para legitimar ideologias, ela é sim um problema mental. Quem crê que após teorizar um porvir hipotético pode ir alinhando a humanidade até chegar a essa ideia preconcebida ou é louco ou idiota.
domingo, 27 de dezembro de 2009
"MORRE UMA ILUSÃO"
Lidio Lima
Acho que deveria encarar de maneira positiva o que me aconteceu nesse fim de 2009, porque perder uma ilusão deveria nos deixar feliz, não? A não ser que você seja um relativista, para o qual realidade e ilusão são termos intercambiáveis, por nenhum dos dois existir objetivamente ou um idiota que prefere “viver” em meio a sonhos enquanto os ratos roem seus dedos. Quando se pode encarar a realidade, por mais desagradável que ela se ponha perante nossos olhos, se tem a possibilidade de lidar com a verdade, ao invés de continuar mergulhado em sonhos, que não levarão a nada, fora a mediocridade, o autismo auto infligido e por fim a autopiedade ao ver que nada se fez no decorrer de anos. Bom, acho que devo desde já desnudar a questão pela qual venho escrever esse texto, qual foi a ilusão da qual me desfiz, qual o véu deixou de cobrir meus olhos. Demorei três anos, mas acabei por ver o que já tinha “farejado” algumas vezes, mas a teimosia me impedia de aceitar. Descobri no que a universidade se tornou.
Mas antes de contar no que ela se tornou vou lhes dizer como era a minha ilusão. Eu tinha aquela visão romântica de que a universidade era um lugar de criação de conhecimento, de debate, de ciência, de lógica e de multiplicidade. Eu estava enganado.
Não sei se em alguma era, há muito perdida, a universidade foi o canteiro do conhecimento, de onde germinaram as mentes dos pensadores livres, dos grandes teóricos, filósofos e criadores, mas hoje o que se vê é só miséria, teórica e criativa. O ambiente acadêmico tornou-se o império da bajulação, do “Quem-Indique”, da dissimulação, do “li mil livros e não entendi nenhum”, do rir-se diante da realidade nefasta, do achismo e do palpite.
A universidade tornou-se uma ilha de teoria cercada de realidade por todos os lados. Seus habitantes, em sua maioria, temem se distanciar dela por muito tempo ou por longas distancias, pois podem ter seus pequenos navios de ilusão abalroados por algum corsário do objetivismo, lhes deixando em pedaços a boiar na vida real, que eles temem tanto.
Claro que faço uma generalização, visto que “nada seja tão ruim que não possa piorar”. É lógico que há lugares, dentro do ambiente acadêmico, em que ainda vive o espirito da universidade, lugares que ainda não se entregaram “a letra morta”. Porém sua quantia é tão ínfima, que se perdem em meio a essa multidão de nadas. São quase como ordens secretas do medievo, não apenas por seu numero reduzido e por sua procura de alguma verdade, mas também por serem, no mais das vezes, perseguidos.
De inicio é triste perder uma ilusão, matar um sonho é quase tão triste como ver morrer um amigo de longa data, no entanto ao notar que esse sonho nos desviava do caminho certo, da procura da verdade, começa-se a ver que deveríamos nos jubilar e não chorar pela morte dessa sombra da realidade. Ou a matamos e nos tornamos livres ou seremos meros sonhadores que seguem regras arbitrarias criadas por mentes tacanhas. Espero que nesse ano que se aproxima nos tornemos mais livres e possamos criar meios para que a universidade volte a ser o que um dia foi, o lugar em que a chama da verdade e da liberdade nunca se apaga.
sábado, 12 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
"PROGRAMA DE RÁDIO"
http://baccoradio1.listen2myradio.com/
domingo, 30 de agosto de 2009
"FÉ CEGA, FACA AMOLADA"

Como observei em meu ultimo artigo o PT e os outros partido de esquerda, no Brasil, se tornaram muito mais semelhantes a religiões do que a partidos políticos, propriamente ditos. Georg Lukács, Antônio Gramsci e o pessoal da escola de Frankfurt devem estar rindo, no inferno, pelo que conseguiram fazer em terras tupiniquins. Só mesmo em um lugar onde as denominações proliferam tal qual pulgas, uma nova doutrina poderia se disseminar com tamanha rapidez e dominar as massas e a intelligentzia local, tão facilmente.
Entretanto, notei essa semana que a própria esquerda ultrapassou até mesmo isso. Não crer na esquerda, para seu adeptos, é com não crer em Deus durante a idade média. Não é mais a questão de não ser da mesma igreja ou denominação, mas sim de não crer no que fundamenta todas as idéias. E aquele que não crê no “deus vermelho” deve ser tratado como um “cão danado”, impedido de conviver com os “homens de bem”, crentes em deus.
O modo de pensar da esquerda se “entranhou” tanto no senso comum brasileiro que pensar diferente dele é um crime. Não ser clichê, senso comum ou piegas é um crime intelectual no meio acadêmico brasileiro hoje em dia. Ter a capacidade de pensar por si só e ler autores que fujam da lista de enganadores adorados pela esquerda é crime de lesa majestade no Brasil de nossos dias.
Eu mesmo fui testemunha de um “tribunal do santo oficio” da esquerda, que corrói as entranhas da universidade brasileira. O acusado estava em processo de condenação por adorar satã, também conhecido como capital e por não crer em deus, a esquerda, e seus santos. A prova de seus pecados era um texto no qual ele havia atacado um dos mártires de esquerda, São Paulo Freire e um dos dogmas mais clássicos da esquerda, que é: “Doutrinarás a todos que puderes, principalmente teus alunos e os curtos de inteligencia.”. Baseado nisso se iniciou o processo inquisitório.
A discussão que se seguiu foi um show proselitismo, corporativismo, patrulhamento ideológico e um “tantinho assim” de fascismo. Em resumo o que deveria impedir que uma pessoa desse aulas não seria, como pode pensar o leitor mais atento, sua incompetência, mas sim ela não pensar igual a maioria dos integrantes do grupo.
É triste quando onde as diferenças deveriam ser cultivadas, ou no minimo tolerados, se torna um local dominado por uma ideologia intolerante e sectária, e quem não segue sua “cartilha” acaba sendo “caçado”. Plagiando o título da musica, o que mais temos no meio acadêmico hoje em dia é “fé cega, faca amolada”
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
"PT A RELIGIÃO DE MILHÕES"

No entanto, me percebi discutindo religião sem notar. Nesses últimos anos venho lendo e observando pessoas ligadas a diversas correntes politicas e ideológicas. Mas um subgrupo da esquerda sempre me chamou mais atenção, esse subgrupo é o PT.
O PT transcendeu totalmente o ideal de partido politico. Ele adentrou o campo religioso. Não é mais uma questão lógica “de ver para crer”, mas sim de uma questão religiosa de “crer para ver”.
Já observei vários exemplos disso. Havia uma professora, que dava aulas na escola em que completei meu ensino médio, que era uma dessas “crentes no(ou do)PT”, ela não acreditava em provas de que alguém do PT podia cometer crimes. Ela não acreditava em provas ela acreditava no PT. É um caso claro de fanatismo religioso. É como um criacionista que não acredita em foceis, em provas cientificas da evolução das espécies, mas acredita em um paraíso onde viviam Adão, Eva e uma cobra falante. Há inúmeros outros exemplos de pessoas que preferem não crer no fato, mas sim ter fé no PT, assim como há as que preferem crer na cobra falante ao invés de no evolucionismo. Também há as que preferem crer no prefeito de Rio Grande ou no Pedro Simon ao invés de ver os fatos.
Os beatos do PT tem todo uma indumentaria, um conjunto de termos e ritualísticas próprias, assim se diferindo de crentes de outras religiões e dos infiéis que não pertencem a nenhum religião. Os homens normalmente usam barba, provavelmente para ter um ar profético e também para os diferenciar dos burgueses escanhoados infiéis. As mulheres tendem a defender o PT acima de todas as coisas, até mesmo de suas famílias, e pôr seus filhos o quanto antes dentro do circulo religioso(vicioso).
Seu linguajar tem termos como “bem comum”, “igualdade social”, “democracia burguesa” e toda as variações do politicamente correto, no qual eu seria chamado de “verticalmente desprivilegiado” ao invés de baixinho. Também há termos, não tão bonitos, que são usados para atacar os infiéis. Termos como “reacionários”, “retrógrados”, “vendidos”, “colonizados” dentre outros.
Seus rituais são chamados de “piquetes”, “manifestações” e “invasões de terras improdutivas”. Claro que a definição de “terras improdutivas” é tão arbitraria quanto a definição de uma boa mulher, de um homem de bem nas outras religiões.
Se procurarmos mais a fundo veremos que o Marxismo é que é a grande religião. Mas seria uma especie de judaísmo, mais seleto e se vendo como o povo escolhido. O PT se compararia mais com a igreja católica, mais popular, e com muitas brigas internas. Os PC's do B, PSTU's, PCB's da vida ficam mais para essas igrejas protestantes que restringem a vida dos fiéis e os tornam uma mera extensão da própria igreja. Não que o PMDB não seja a “Universal” de muita gente, tendo uma “teologia de prosperidade” para que se associa ao “saco de gatos” que ele virou, mas é que esse fenômeno é muito mais comum na esquerda.
Como no passado a igreja teve seu braço armado, os Templários, e seus doutores, que desenvolveram a escolástica, elevando o nível da filosofia no Ocidente. Assim o PT tem seus Templários, o MST, e seus doutores, professores e alunos engajados e “patrulhadores”, em inúmeras universidades, mas trazendo quase nenhum desenvolvimento a cultura Ocidental.
Ao notar que quando discuto com petistas não estou discutindo politica, mas sim religião, resolvi não tratar mais do caso de maneria racional, visto que a religião escapa do campo da razão. Quando falo mal do Presidente Lula, para um petitas não estou falando mal de um homem de carne e osso, mas sim de um pregador, de um ungido de uma energia sobre natural, um escolhido dos céus para conduzir o Brasil, que em breve tornar-se-á um santo. Essa “aura” de santidade e a quase infalibilidade, que essas pessoas atribuem ao presidente e a seus “apóstolos” os impede de ver qualquer coisa que difira do que eles dizem. Em suma, a verdade é o que eles dizem! O universo não é real e objetivo, mas sim uma manifestação da vontade das lideranças do PT, ao menos para seus seguidores.
Assim como o destino manifesto era um ideário europeu que só foi posto em pratica nos Estados Unidos, assim também as idéias de Gramisc só foram postas em seus níveis mais altos e profundos na América Latina. Os partidos de esquerda adentraram o senso comum e tomaram o lugar das instituições que moviam esses países, sabidamente religiosos devido tradição de seus colonizadores.
Estou certo de que discutir com um petista é o mesmo que discutir com um evangélico. Falar mal da Dilma, para um petista, é como falar mal do Edir Macedo, para um evangélico. Por tanto decidi tratarei ambos da mesma forma, com descrença em suas palavras, pois não se baseiam em razão, mas sim em crença. Porém os petistas são bem amis perigosos que os outros “crentes”, pois possuem poder politico e muitas vezes econômico também.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
"LINKS FUMO"
http://www.imil.org.br/artigos/pastor-das-almas/
http://www.imil.org.br/artigos/virtude-x-vicio/
http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2009/07/cruzada-antitabagista.html
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cigarro-democracia-tentacao-liberticida/
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/sobre-fumo-as-ditaduras-virtuosas/
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/tentacao-autoritaria-projeto-serra-proibe-ate-fumodromo/
terça-feira, 4 de agosto de 2009
"NÃO É PRECISO SER BADERNEIRO PARA PROTESTAR!"
Lidio Lima
Alguns amigos e conhecidos se disseram surpresos ao ler o que escrevi no blog do Felipe Nóbrega, o comentário foi ao seu texto sobre a denuncia do MP contra a prefeitura. Transcreverei o comentário, o comento vem logo em seguida:
“E agora José? Deve ser o que o pessoal dos Branco deve estar pensando, bomestaria se entendesse alguma coisa de poesia. Vamos trocar a frase por "Agoranós se fu!". Se bem que essa gente tem ligações no Piratini, na Câmara dosdeputados. E em tempos de Sarney "sai-não-sai" quem vai dar atenção para oencobrimento de roubalheira em uma cidadezinha no cu do mundo?(Perdão pelapalavra, não costumo usar a expressão "mundo".) Nós! Nós esteremos de olho! Essadenuncia do MP é o ponto de apoio arquimédico que nos foi dado para catapultar afamília Branco e sua camarilha da prefeitura e se possível da politica emRG. Eles tem muita gente, mas os poucos que estão do nosso lado tem bem mais qualidade! Nem que tenhamos que sair para rua para protestar(esperem fui eu quemdisse isso?), nós iremos! O que não podemos é deixar morrer essa brasa que podenos ajudar a incendiar essa gente! Acordei com síndrome deTorquemada(hehehe).”
O que surpreendeu a muitos foi o fato de eu cogitar sair as ruas em protesto(em negrito), com quem mais quisesse, contra a administração da prefeitura. Ficaram surpresos por não compreenderem algo muito simples, eu iria me manifestar em defesa de um direito meu e não em prol de um “bem comum” ou “do povo”.Creio que não seja em si uma simples incompreensão, mas sim a demonstração de um treinamento, ou adestramento, cultural. Os anos e anos em que todos estão habituados a ver todo o tipo de demagogo e bandoleiro sair as ruas, e os levar junto, erguendo a bandeira do “bem comum”. Eles, ainda, caem nessa!A questão principal é que sairia, e sairei se for necessário, as ruas para protestar em prol dos meus direitos e todos aqueles cidadãos que se sentem lesados, como eu, que venham agir em causa própria, como eu. Nunca sairei dizendo que estou na rua em prol do “fulano” ou do “ciclano” quando em verdade estou em defesa das minhas vontades e direitos. No entanto posso sair para defender o direito de outras pessoas, até o direito a coisas que não tem correlação comigo ou que eu não gosto, pois todos nós sabemos que quando um grupo tem seus direitos tolhidos logo isso se espalha.O “adestramento cultural” nos leva a crer, ao menos leva maioria, que qualquer um que cogite sair em protesto é de “esquerda” ou “revolucionário”, que pretende “defender o povo” e lutar pelos “nossos direitos”. Isso é uma tremenda bobagem. Quem sai as ruas é em defesa de seus interesses, mesmo que, como eu disse acima, não seja a situação um interesse seu , mas impedir que os indivíduos percam direitos é interesse de “todos”. Por tanto não estranhem que eu saia as ruas, brigando e xingando. Sempre será em proveito próprio, como já era de se esperar partindo de mim. Essa gente roubou a minha grana, mais a da minha mãe do que a minha, mas ainda assim é grana da família. Eu poderia ter gasto muito bem a grana do IPTU que essa gente enfiou no bolso. Porém jamais enganarei ninguém dizendo que “temos que sair as ruas para lutar pelos nosso direitos” e depois por no jornal que quem fez tudo fui eu e usar isso como trampolim politico, vocês sabem bem quem eu uso como exemplo.
"QUEM FUMA DEVE "LEVAR FUMO" DESSA VEZ?"

A câmara de vereadores de pelotas, na pessoa do vereador Ivan Duarte(PT), está tentando aprovar uma lei que proibe os cidadãos de fumar em locais fechados, sejam públicos ou privados. Me obriguei a escrever algo sobre o assuntos, visto que Rio Grande em matéria de importar lixo está cada vez mais se especializando. Está lei é mais um bom exemplo da esfera pública imergindo na privada. Os motivos pelos quais o “nobre edil” quer proibir que as pessoas tenham o direito de fumar, vicio nojento e idiota, são pessoais e frágeis. Diz ele: “Tenho três razões para a iniciativa: a morte estúpida do meu pai, por causa dessa droga; o nojo que tenho do gosto e do cheiro, e a série de movimentos contra o fumo mundo afora.”