segunda-feira, 24 de novembro de 2008

EU NÃO ENTENDO

Deve haver alguma explicação plausível para uma serie de situações que observo nos ambientes que costumo frequentar. No entanto não consegui, ao menos até então, adentrar na lógica que move certas pessoas. Talvez por minha ignorância ou pela total ausência de um mínimo de coerência de meus interlocutores.
Um bom exemplo disto são as palavras e os atos dos ditos “comunistas” ou “socialistas” com os quais eu mantenho contato na FURG. Todos se dizem humanistas e, no entanto estariam prontos para assassinar qualquer um que estivesse contra seus ideais de “igualdade”. Todo aquele que possa ser considerado corrompedor ou pervertedor do “bem comum” mereceria a morte. Quem decide o que é o “bem comum”? São os lideres políticos dos grupos sociais, que normalmente são estes que estão sempre prontos a defender com unhas e dentes o SEU “bem comum”.
Já fui algumas vezes caracterizado como reacionário, por alguns dos meus colegas universitários. Bom, se defender a democracia, o livre comercio e o direito a livre expressão é ser reacionário, então eu admito sê-lo. Mas se ser reacionário for, como na acepção do dicionário, “individuo, movimento ou manifestação que se opõe a qualquer inovação no campo das atividades humanas”. Bom, se isso for ser reacionário muitos dos meus colegas e que o são!
E os exemplos disso são gritantes. Uma “colega” “argumentou” que: “Um dos problemas da sociedade moderna é que as pessoas quando querem tomar leite compram uma caixa de leite ao invés de ter sua própria vaquinha e mamar em suas "tetinhas"”. Vê-se que uma batata-doce teria uma capacidade de argumentação superior a dessa “colega”. Outro “colega” afirmou que: "As coisas eram muito melhores na década de 40 quando a maioria da população vivia no campo”. Essas pessoas cultuam o passado tendo uma ilusão idílica de épocas pretéritas. Um dado interessante é que, até onde eu sei, nem a moça possui uma “vaquinha” e nem o rapaz jamais pegou em uma enxada na sua vida. Essas pessoas querem viver no final do séc.XIX, isso com sorte, visto que a maioria dessas pessoas tem uma mentalidade que ainda está no medievo, e qualquer um que queira viver no ano em que estamos é chamado de direita e reacionário.
Meus “colegas” comunistas ao invés de usar seu “rico dinheirinho” para ajudar os pobres, por ser uma das únicas maneiras que a maioria deles vê para auxiliar os menos afortunados, o gasta com cachaça e cerveja, seja no famoso “Rosa” ou no Cassino. E aqueles que crêem que para mudar a realidade social é necessário políticas públicas, educação, cultura, investimentos sociais e democracia, ao invés de “revolução”, baderna e cachaça são chamados de direita e reacionários.
O fato de não me comover com os discursos banais e melodramáticos dos demagogos e esquizofrênicos de plantão não quer dizer que sou de direita ou que “não tenho coração”, mas simplesmente que tenho senso critico. Algo que os, ditos, comunistas perderam há muito tempo, assim como o senso de humor, quando se trata de política, ética e ideologia.
Finalmente cheguei a uma conclusão ao escrever este texto. Não os entendo não por minha ignorância, mas sim pela total incapacidade de argumentação que os antolhos ideológicos lhes provocaram.

5 comentários:

Fabiano - Barricada Vermelha disse...

Lídio, lamentável não dares nomes aos bois. Sabes bem (muitissimo bem) que nem todos são assim. Me sinto ofendido, de certa forma é claro, quando colocas que todos são assim. Um dfensor da liberdade como tu, sabe bem que como disse Nelson Rodrigues, "toda a unanimidade é burra", tanto quanto julgar a todos de uma mesma forma. Pense nisso, meu amigo.

Everton "Merlin" Soares disse...

Lídio, aceito tua opinião e entendo a tua posição,mas cuidado, nem todo são assim, ao menos é o que presencio durante minhas incursões pelo campus. Que há muitas pessoas que rpegam moral de cueca é inegável, mas ainda existem pessoas com boas intenções tanto no meu curso quanto no teu, e creio que conheças pessoas assim também. Assim como tu andei me manifestando dentro do meu curso, com discursos coléricos ante pessoas ipócritas e docentes imorais. Arrumei uma grande bronca lá dentro (mesmo não tendo medo disso, já que estou na chuva para me molhar), e creio que alguns inimigosd também, mesmo que indiretamente, por isso, dou-te a advertência de que, é muito melhor nomear os bois do que ficar na surdina, pois as posições contrárias as tuas serão por parte de todos e não isoladas.

Diego disse...

Gostei muito desse teu novo texto.Continua nesse caminho.Parabéns.

Fabiano - Barricada Vermelha disse...

O problema reside justamente na "Esquerda Burra" que nós bem conhecemos: Corporativista, burocrática e demagoga. Quando o Lídio se coloca contra isso, tem a mesma repugnancia que eu. Eu e o autor desse texto temos posições dissonantes, mas um ponto culminante: A defesa das liberdades individuais, dos direitos humanos e do respeito à vida. Sendo Esquerda, como sou, e o Lídio, um Centro-direitista famoso, podemos sim questionar essa "Esquerda burra", proto-corrupta, burocrática e sem compromisso. É entretanto verdade, que esse julgamento é perigoso: Conheço idealistas esperançosos, comunistas e socialistas convictos, enfim, pessoas honestas e humanas. Não podemos responder por essa Esquerda citada pelo autor, ao qual, eu e Lídio tanto falamos, e claro, conhecemos...

....( ) disse...

Parabens. Otimo texto, eu achava que ninguem mais reparava o tanto de contradição que há nos "comunistas" da furg. como disse o diego "segue esse caminho"
Rosali